O ex-deputado ainda tem esperanças em voltar ao parlamento. Enquanto isso acontece, ele vende suas revistas e bate-papo com amigos nas horas vagas, além de continuar ajudando dependentes químicos na capital. Tomou posse para deputado em 29 de outubro de 2008 e teve que deixar a ALE, após decisão do ministro Gilmar Mendes.
CADAMINUTO: O senhor continuou com o trabalho solidário que vinha sendo feito antes de deputado?
Castelo: Essa é uma missão eu tenho, desde o início há 27 anos que estou nesse trabalho de recuperação de dependentes químicos e o meu desejo seria justamente de um dia poder dá um espaço, como a fazenda Esperança que existe na cidade de Marechal Deodoro. Então essa era minha missão. Já mas vou abandonar o meu sonho.
CADAMINUTO: O que mudou de deputado para vendedor de revistas?
Castelo: Na minha vida não mudou nada, continua da mesma maneira, essa banca que eu tenho, já está com 26 anos de tradição. Esse é minha vida, uma vida simples. Passei 10 meses na Assembleia Legislativa com a mesma simplicidade, sempre querido por todos. Não existe discriminação como falaram na imprensa, não me senti discriminado, de maneira nem uma faço parte da sociedade.
Todos os dias me levando cedo, para atender os meus clientes, converso política, economia, segurança, violência. Então é um dia a dia que é gostoso para mim. Quem vive no projeto de Deus, jamais vai encontrar barreiras e obstáculo na vida.
CADAMINUTO: Agora vai ficar difícil tentar resolver problemas na sociedade, sendo um balconista?
Castelo: Não tenha dúvidas existem obstáculos. Como deputado tinha um espaço melhor, um caminho mais aberto. Por exemplo, semana passada registrei em cartório, uma associação Castelo da Esperança, justamente para tratamento para dependentes químicos. Vou pedir apoio aos deputados para que seja reconhecida como utilidade pública.
CADAMINUTO: Castelo ainda existe esperança do senhor retornar a ALE?
Castelo: Vamos deixar passar o tempo e ver o que vai dá. Existe um agravo regimental já foi colocado pelo procurador Eduardo Tavares. Mas nem tudo está perdido, e as esperanças não vão terminar por aqui, vamos aguardar os acontecimentos.
Nós suplentes já fomos afastados uma vez, não sei qual o motivo. Por incrível que pareça tudo acontece no recesso, mas na época entramos com o mandado de segurança e todos que foram afastados voltaram para suas funções. E vamos aguardar para que isso aconteça novamente.
CADAMINUTO: Qual sua opinião sobre a volta dos deputados taturanas?
Castelo: É muito ruim. Com a Operação Taturana da Polícia Federal foi descoberta um desvio de R$ 300 milhões de reais dos cofres públicos, na verdade um rombo na ALE. A função do deputado é legislar e fiscalizar o governo e colocar projetos como nós suplentes apresentamos. Então a função não é para desviar dinheiro, nem outras coisas mais desse tipo. Foi lamentável a situação, mas vamos esperar que isso seja revertido.
CADAMINUTO: Por que o nome de Castelo?
Castelo: Esse nome Castelo foi quando estudava em um colégio estadual no ano de 1964, onde a educação era de primeira qualidade. O nome pegou quando acontecia o hasteamento das bandeiras na escola e quando estava falando o professor falou: ‘Agora o Castelo vai falar’ e até hoje me chamam de Castelo e gosto de ser chamado dessa forma.
CADAMINUTO: O senhor quer desabafar alguma coisa para a sociedade?
Castelo: Quero agradecer, ao povo alagoano, espero que tenham paciência que o quadro vai ser revertido e assim que formos revertidos, nós vamos fazer o máximo para trabalhar para sociedade na Assembleia Legislativa.
Fonte: por Wadson Correia 16/7/2009 às 9:44:17 - Atualizada: 16/7/2009 - 9:46:54

Pois Nobre Deputado, de coração Valente, que sempre pensou no próximo, até esquecendo de viver, todas a quintas conosco no lixão de Maceió, sempre nos ajudando, estamos rezando pelo seu retorno pois você é o unico que nos socorre quando precisamos. Apraços de seus amigos da comunidade do Lixão.
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